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07/04/2021 - 11:04 | Atualizada em 07/04/2021 - 11:39

MP denuncia delegado por calúnia e difamação

Flávio Stringueta publicou série de artigos criticando duramente os benefícios e penduricalhos que os membros do MP recebem

Giro Conti

MP denuncia delegado por calúnia e difamação

Foto: Reprodução

Da Redação

Nesta terça-feira (6), o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), denunciou  o delegado Flávio Stringueta pelos crimes de calúnia, injúria e difamação. A denúncia é reflexo de uma série de artigos publicados pelo delegado criticando duramente os benefícios e penduricalhos que os membros do MP recebem.  

A denúncia foi assinada pelo promotor de Justiça Marcos Regenold e deve ser apreciada em breve.

O MP alega que Stringueta afirmou que os promotores e procuradores de Justiça “rateavam” as sobras dos valores repassados a instituição a título de duodécimo, além de criticar gastos de R$ 1,7 milhão na compra de smartphones. 

Essa não foi a primeira vez que o delegado fez essas acusações contra o MP. Em 2017, Stringuetta teve de se retratar após interpelação da Associação Matogrossense do Ministério Público (AMMP).

"Portanto, após reconhecer como falsa a imputação em evidência e publicar retratação com 'pedido de desculpas', o denunciado novamente, com animus caluniandi, foi a público propalar a mesma ofensa a um grupo específico de membros do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, no caso, os promotores de justiça, dos quais os ofendidos fazem parte", diz trecho da denúncia.  

Além disso, na mesma denúncia o MP citou que as afirmações de Stringuetta ofendeu a todos os membros do MPE ao acusá-los de receber auxílio moradia de forma indevida, conduta que de acordo com o promotor, é respaldade em lei e também já foi praticada pelo delegado por muitos anos período em que atuava no município de Lucas do Rio Verde.

“Ele próprio recebeu auxílio moradia por muitos anos quando atuou como delegado de polícia na comarca de Lucas do Rio Verde, e em condições duvidosas. E diferentemente da situação dos juízes e promotores de justiça, aquele auxílio que lhe fora pago outrora, apesar de previsto em lei municipal daquela cidade, era inconstitucional (grau máximo da ilegalidade), eis que frontalmente contrário aos princípios da moralidade, impessoalidade e probidade administrativa”.

Por fim,  Regenold afirma que Flávio Stringuetta já teria praticado difamação contra os membros da instituição e que seus objetivos com tal conduta é se promover no intuíto de angariar um cargo político.

“O mote de tal conduta possivelmente reside no fato do denunciado ter pretensões políticas de se candidatar nas próximas eleições e adotou a tática de proferir reiteradas ofensas à dignidade e a honra dos membros do Ministério Público do Estado de Mato Grosso e do Poder Judiciário como plataforma política".

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